Terapia Racional Emotiva Rei Bebê

Esses conteúdos são exclusivos, portanto isso faz parte do método de tratamento para dependentes de álcool e drogas dentro da Clínica de Recuperação, portanto aproveite, leia com atenção e contate-nos para saber mais…

Identificação

O Dr. Harry utilizou as palavras “Sua Majestade o Rei Bebê”, do psicanalista Sigmund Freud, para descrever uma atitude inata. O termo Rei Bebê Poderia ser de uma forma igualmente adequada Rainha Bebê, porque provavelmente todos nós temos este ego infantil no nosso inconsciente. Os adictos têm de estar particularmente conscientes das características do rei Bebê, pois nossas atitudes e comportamentos podem interferir na sua recuperação.

Envolvimento com o programa

• Nos nossos programas dos 12 passos, sentimos frequentemente a necessidade da rendição e tentamos praticá-la – orientar nossa vida e nossa vontade para Deus. Temos os “slogans” que realçam a necessidade do Terceiro Passo e as suas recompensas: Entrega-te, deixa Deus, entregar resulta.

O reconhecimento da impotência é a base da rendição, mas o ato da rendição surge com a aceitação total dessa impotência. Muitos de nós, que sentem dificuldades com o Primeiro Passo, até são capazes de reconhecer a sua impotência, mas não está disposto a aceitá-la. Em outras palavras, somos capazes de vê-la e compreendê-la, mas a nossa necessidade de controle, nos impede de nos comprometer com este ato de rendição que é tão necessário. Os nossos egos interferem.

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A nossa mentalidade de Reis Bebês

1- Ficam muitas vezes irritados com as pessoas que representam a autoridade ou com receio delas, e tentam coloca-las umas contra as outras de modo a conseguirem o que querem.

2- Procuram aprovação e frequentemente perdem a sua própria identidade no decorrer do processo.

3- São capazes de causar uma boa primeira impressão, mas incapazes de mantê-la.

4- Tem dificuldade em aceitar críticas pessoais e sentem-se ameaçados e irados quando são criticados.

5- Tem personalidades adictivas e deixam-se levar a extremos.

6- Não se aceitam ou se alienam de si próprios.

7- Ficam muitas vezes imobilizados pela ira e frustração e raramente estão satisfeitos.

8- Sentem-se geralmente sozinhos, mesmo quando rodeados de pessoas.

9- Estão sempre se queixando e culpam os outros do que lhes acontece de mal na vida

10- Sentem que não são apreciados e que não pertencem.


11- Veem o mundo como uma selva cheia de pessoas egoístas que não estão disponíveis para eles.


12- Encaram tudo como catástrofe, como uma situação de vida ou de morte.


13- Julgam a vida em termos absolutos: preto ou branco, certo ou errado.


14- Vivem no passado, ao mesmo tempo que receiam o futuro.


15- Tem fortes sentimentos de dependência e um medo exagerado do abandono.


16- Tem medo do insucesso e da rejeição e não tentam fazer coisas novas em que possam vir a falhar.


17- Tem a obsessão do dinheiro e das coisas materiais.


18- Sonham com planos e esquemas grandiosos e tem pouca capacidade de fazer com que ele aconteçam.

19- Não podem tolerar a doença neles ou nas outras pessoas.


20- Preferem agradar ao superiores e intimidar os subordinados.


21 Acham que as regras e as leis são para os outros e não para eles próprios.


22- Tornam-se frequentemente adictos da excitação e de uma vida de frenesi.


23- Guardam para si as emoções dolorosas e perdem o contato com seus sentimentos.

A CRIANÇA ASSUSTADA E O REI BEBÊ

Muitos adictos têm dentro de si uma menina ou um rapaz assustado, solitário(a) e envergonhado(a) que murmura contra si mesmo pensamentos derrotistas, baseados numa vida inteira de mensagens negativas. Constantemente se comparam aos outros e sentem que não estão à altura deles. Estes sentimentos de falta de valor próprio, de culpa, e de não pertencer, estão no núcleo central das nossas personalidade. O Rei Bebê é egoísta e exigente – emerge como reação a estes sentimentos de vergonha e inadequação.

Ao lutarmos de forma infantil para sermos aceitos e agradarmos aos outros, começamos a procurar coisas exteriores para nos sentirmos melhor por dentro. Vestuário de alta costura, carros de corrida, namoradas ou namorados, giros, drogas e a excitação de uma vida frenética ajudam a acalmar o nosso sofrimento. Criamos uma aparência atrativa, magnética, encantadora para conseguirmos o que queremos. Usamos expediente como a procura do prazer, a procura do poder e a procura de atenção para encher o vazio, mais o vazio se mantém. Não há amor, status, dinheiro ou fama que cheguem para a criança assustada que existe em nós. Considerando tudo isto como uma fraqueza, a parte de nós que corresponde ao Rei Bebê tentará destruir, atacar e por de lado a nossa criancinha assustada. Ao negar estes sentimentos, o Rei Bebê encobre, em última análise, o fato de a criancinha assustada existir.

A Luta Interior

Compreender o Rei Bebê é difícil porque as coisas nunca são aquilo que apresentam ser na superfície. Existem dois fatores principais de motivação:

A criança assustada, solitária, que não quer ser mais magoada.
O Rei Bebê que nunca está totalmente satisfeito.

Quando a criança receosa que existe em nós ouve a palavra NÃO, uma mensagem interior nos diz que somos maus. Nos sentimos amados quando somos acariciados e não amados quando nos corrigem ou nos cobram mudanças. Quando somos criticados, a nossa imaturidade insiste no direito de fazermos o que entendemos e argumenta que, se somos amados, os outros devem nos deixar fazer o que queremos. Muitas vezes, as nossas manipulações aparentam que tivemos alguns “Ganhos”.

Ambas estas facetas, da criança medrosa e o Rei Bebê exigente, ficam temporariamente satisfeitas se criarmos a pessoa que pensamos que os outros querem que sejamos. No entanto, a base para uma recuperação duradoura será a criança assustada readquirir o sentimento do próprio valor e aprender a controlar os comportamentos do Rei Bebê.

O Problema

O Rei Bebê em nós diz que temos razão, ou seja, os outros estão errados. Muitos de nós defendemos a nossa razão em todo e qualquer lado onde nos tenhamos sentido ameaçados. Os Reis Bebês atuam muitas vezes como se fossem o seu próprio Poder  Superior, tomando decisões baseadas nos seus juízos em relação a si mesmo e aos outros. O rei Bebê que existe em nós diz-nos que deveríamos ser capazes de ser bem sucedido em tudo o que empreendemos. Existe em nós o sentimento de sermos destinados a grandeza.

O Mito Do Rei Bebê

A mentalidade do Rei Bebê é comandada por três motivações: poder, atenção e prazer. Tentamos arranjar amigos sendo excessivamente simpáticos e amáveis. Podemos no agarrar as pessoas. Tentamos frequentemente controlar ou dominar. Colocamos condições que quase tudo que fazem, usemos como situações de dívida para conosco. Receamos que o nosso verdadeiro EU fosse rejeitado,, por isso apresentamos ao mundo uma pessoa falsa e inventada. Isto nos protege de sermos magoados. Cada uma das personalidade ou jogos que inventamos tem por base uma falsa promessa ou um mito.

CONQUISTADOR

Mito

Sou irresistível para o sexo oposto. Parte da minha capacidade de atração vem da sedução agressiva e da minha carência crônica que desperta sentimentos adversos nos outros, que querem nos salvar ou cuidar de nós. Espera sempre o amor, atenção, riqueza e poder em troca do privilégio da nossa companhia.

Verdade

Estamos metidos numa competição feroz para ocupar o centro do palco e somos incapazes de nos comprometer numa relação. O jogo acaba quando os outros tomam consciência da frivolidade do conquistador.

A PESSOA BONITA

Mito

Juventude, um corpo bonito e uma cara carente são as qualidades essenciais para eu ser amados e aceito.

Verdade

Tentamos firmar apenas a custa das aparências. O jogo acaba quando os outros se fartam da criança que exige que lhe confirme constantemente a sua capacidade de atrair.

O Simpático

Mito

Se eu for simpático e amável para com todas as pessoas, elas gostarão de mim.

Verdade

O nosso medo da rejeição nos leva a procurar a aprovação constante de todas as pessoas. O fim do jogo acontece quando verificamos que não podemos agradar a todos ou quando os outros se cansam da fraqueza das nossas atitudes.

O REBELDE

Mito

Tenho que fazer as coisas a minha vontade, senão… As regras são para as outras pessoas. Se me disser para não fazer uma coisa, é como se agitasse uma bandeira vermelha na minha cara e me desafiasse a fazê-la.

Verdade

Nós os rebeldes, ficamos geralmente com as consequências ou o castigo que merecemos ou que pedimos. O fim do jogo vem, quando nos aborrecemos de pagar o preço que o fora da lei tem de pagar e somente ai abandonamos este comportamento.

O MÁRTIR

Mito

Mereço sofrer. Eu não conto com ninguém; ninguém me compreende. Pobre de mim. Considera a sua piedade como uma expressão de amor.

Verdade

Confundimos amor com piedade e pensamos que sacrificando, nos protegemos do abandono. O jogo acaba quando nos cansamos de sofrer e compreendemos que merecemos mais do que isso.

A PESSOA QUE NÃO PARTICIPA

Mito

Se não jogar o mesmo jogo que eu, recuso-me a jogar.

Verdade

Paralisados pelo medo de insucesso e da rejeição, não empreendemos nada e sentimos que o mundo tem uma dívida conosco. Temos tão pouca coragem e tanto pessimismo que desistimos antes mesmo de começar. Temos tão pouca coragem e tanto pessimismo que desistimos antes mesmo de começar. O fim do jogo se dá quando os outros se cansam de não receber nada em troca.

O CÍRCULO VICIOSO

Todos estes jogos começaram com alguma esperança de sucesso, mas escorregaram para a frustração e o fracasso. Uma vida de Rei Bebê acaba por tornar-se uma situação extrema de altos e baixos. O recomeço é sempre seguido de desfechos dolorosos. Estes bebês tornam-se adictos de emoção que o sucesso traz e, mais importante ainda adictos também à dor do insucesso.

Os Reis Bebês não podem suportar o aborrecimento que advém das coisas correrem bem demais e criam situações de crise ou de confusão. Uma vida de agitação disfarça os problemas e diminui a sua responsabilidade pelos fracassos. O caos impede os mesmo de observar como a sua autoestima está em constante diminuição. O fato de ter acabado e graça destes jogos dilui-se na total ausência de quaisquer sentimentos. É previsível que a personalidade do Rei Bebê irá se tornar dependente de qualquer coisa. É só uma questão de tempo.

A COMBINAÇÃO FATAL

Agarrada a uma vida de excesso e sujeita a sentimentos de pouca autoestima, uma pessoa imatura tem uma vida frustrante e pouco compensadora, mas não necessariamente desgraçada. Mas qualquer coisa acontece a um adicto quando o estilo de vida do Rei Bebê e a pouca autoestima se combinam com a experiência de ficar em uso. Este “qualquer coisa’’ pode ser uma combinação fatal.

Aqueles sentimentos sentimentos calorosos, agradaveis e confiantes da infância, aquilo que procuramos a vida toda. É de novo alcançado. O efeito reconfortante e anulador do medo que o químico oferece, corresponde exatamente aquilo que os nossos egos de Rei Bebê têm procurado. Quando a relação de amor com o uso toma conta de nós, todos os aspectos de nossa vida escorregam progressivamente para um comportamento mais excessivo e imaturo.

O CATALISADOR

O sistema de defesa do Rei Bebê, quase negando qualquer problema, já se encontra bem definido e acelera a queda do adicto para o fundo. O inimigo está dentro de nós, e o uso da droga libera as nossas frustrações, raivas, ressentimentos, medo e dúvidas reprimidas, como um foguete que decola para a lua. Regressa a sensação maravilhosa do útero, e o bebê anda radiante por dentro e por fora, excitado e confiante com a descoberta desta euforia.

O ego torna-se um doido furioso, exigindo ser constantemente alimentado através de uma sério de diversões e excitações que nos atiram a alta velocidade para o aumento progressivo da adicção. Rapidamente nos tornamos adictos e atingimos o fundo em metade do tempo que levou aos que nos antecederam. Cego pela maravilhosa sensação desta euforia perfeita, o bebê que existe em nós, anula a parte daquilo que resta da sua consciência e sistema de valores. Dispondo de todo um sistema incorporado de persianas, tampões para os ouvidos e visão estrita ao serviço de um sistema de engano e negação. Somos capazes de nos manter completamente ignorantes e respeito do estado a que chegamos.

FARTO DE ESTAR FARTO

Exausto devido a um estilo de vida que exige tudo às pressas, planejado para ganhar, tentando freneticamente levar a melhor, temendo as consequências e os desfechos e pretendendo ser tudo, para todos; o rei bebê que existe em nós acaba muitas vezes por fazer uma travagem brusca. Quando o enjoo e o pânico provocados pela sensação de se ter um nó no estômago se tornam num medo devastador e num terror que nos consome totalmente, batemos no fundo. O bebê não pode imaginar a vida sem químicos e tem medo de continuar indefinidamente nesta corrida feroz que nunca qualquer coisa diferente, o Rei bebê está demasiadamente paralisado pelo medo para que possa enfrentar o dia seguinte.

A recuperação pode ser adiada pelo ego imaturo que continua a insistir que tem razão.
– “Poso fazer seja o que for. Não preciso de ajuda. Não preciso de ajuda”. O “tempo certo” é muito importante, porque agora o bebê está vulnerável e pode ser ajudado.

ADMITIR A DERROTA, ENCARAR A REALIDADE

Admitir que à nossa maneira não resultasse em enfrentar o fracasso, abrirá as portas a um mundo de sofrimento. No espaço de um instante, o nosso Rei Bebê passará da necessidade de ajuda, ao sentimento de desespero, de ser otimista e achar que não podemos mudar. Ficaremos atolados no pântano do nosso desespero esperando ser salvos, enquanto exigimos um certificado de garantia para o sucesso antes de enfrentarmos os nossos medos começamos a abrir. Nesta altura, podemos aceitar a mão dos AA ou NA vindos ao nosso encontro através de outro Rei Bebê alcoólico ou drogado, que nos assegura que os 12 passos funcionam. Antes de fazer o 1° Passo, o Rei Bebê precisa confiar em que “se os outros são capazes, eu também sou’’.

A forma de escapar à ratoeira do Rei Bebê pensa: “Eu não sou capaz, nós somos capazes”. Render-se ao estilo de vida do chamado 12 passos pode dominar o poder do Rei Bebê e pode nos ajudar a encontrar um Pode Superior que trabalhe para nós. Podemos aprender o verdadeiro sentido do perdão, da humildade e da gratidão. Podemos aprender a evitar as armadilhas do Rei Bebê e a sintonizar nossos pensamentos para a realização dos 12 passos. Podemos aprender a nos divertir outra vez, ao mesmo tempo em que adquirimos uma compreensão nova e mais profunda da vida.

CURAR A NOSSA CRIANCINHA ASSUSTADA

Como qualquer pai faria, encorajamos a criança a aproximar-se, sentar perto de nós e explicar o que está acontecendo de mal. Então, ao pegarmos essa criancinha e dizer “esta tudo bem” e , carinhosamente, limparmos sua lágrimas, faz com que esta saiba que é amada, que é um belo ser humano e que está em segurança.

OS CUIDADOS DENTRO DOS A.A E N.A

Existe dentro do grupo dos 12 passos, um sentimento de ternura, calor e segurança que vai ao encontro dos recém-chegados com a mensagem “é amado só porque existe, e eu vou gostar de você antes mesmo de se tornar merecedor de seres amado”. Esta é a promessa dos AA e NA, amor incondicional, a única coisa que se espera é um desejo sincero de parar de beber ou de usar. Isto corresponde ao ventre acolhedor e aconchegado que atenda os 12 passos. É uma genuína e está em nítido contraste com a falsa segurança do álcool ou da droga.

AMAR A SI PRÓPRIO

Lentamente, o bebê em recuperação começa a adquirir o respeito por si próprio através dos 12 passos. É um trabalho difícil de mudar completamente a vida da pessoa, mas os AA ou NA estão sempre presentes como guias. Através destes programas, começa a florescer e a consciência da dignidade pessoa. Nasce através da descoberta, disciplina, perdão e aceitação da própria pessoa. Gradualmente, a criancinha medrosa aproveita a oportunidade de desenvolver amor por si.

Amar e Ser Amado

Não faz mal se as pessoas no nosso grupo dos 12 passos não gostarem de nós antes de nós próprios. O que importa é que agora gostamos mais de nós. Gradualmente, haveremos de explorar e descobrir todas as qualidades maravilhosas que possuímos. Para um padrinho é muito gratificante observar o afilhado descobrindo os seus talentos maravilhoso e únicos. Cada um aprende com o outros, enquanto atravessam as provas do começo da sobriedade. Os padrinhos fazem isto para conseguirem ficar sóbrios, mas, ao fazerem isto, reforçam tudo o que aprenderam. Observar o recém-chegado a regressar a vida é uma emoção que constitui recompensas suficientes.

Liberdade

Voltar à vida com o sentimento de nossa dignidade e ficar ligados a um padrinho, preparando-nos para próxima fase. A nossa imaturidade obriga-nos a passar a vida buscando no exterior uma satisfação para nos sentirmos bem por dentro. Para recuperar o poder para nos tornarmos PESSOAS, o primeiro passo é admitir nossa impotência em relação aos outros. Todos nós precisamos assumir a responsabilidade pelo nosso próprio valor e dignidade, o nosso valor próprio não depende do que os outros dizem ou fazem, mas como reagimos diante daquilo que os outros dizem ou fazem.

Existem escolhas quanto à forma de como reagir. Reagir com medo, raiva ou ressentimento leva as pessoas a sentir que não tem valor. Aceitar o fato de que nem todos irão estar de acordo conosco, e talvez nem mesmo gostar de nós, é realista

RENDIÇÃO: SER DEUS OU ACREDITAR EM DEUS

É um grande alívio já não nos sentirmos obrigados a tentar governar todo o universo. Na rendição, devolvemos essa tarefa a um Poder Superior que, por seu turno, enche as nossas almas com o calor, o conforto e a serenidade que há tempo procuramos. Uma vez mais, isto é semelhante ao que sentimos no útero.


Antes da Rendição

Frustrado

Zangado

Tenso

Nervoso

Sem Saída

Em Pânico

Com medo

Culpado

Envergonhado

Com dúvidas

Derrotado

Ressentido

Vazio

Depois da Rendição

Em segurança

Protegido

Descontraído

Grato

Capaz de ser ensinado

Com boa vontade

Honesto

Esperançoso

Em paz

Sereno

Tolerante

Realizado


Perdão

Deus não faz coisas mal feitas. Cada um de nós é uma pessoa única – um alguém, não um ninguém. Em todo o mundo não há mais ninguém igual a nós. Temos de nos deixar fascinar por nós mesmo e tomar consciência de como somos fortes. O Rei Bebê que existe dentro de nós, desenvolveu uma larga variedade de energias associadas aos talentos que Deus nos deu e devemos aprender a apreciar essas energias.

Podemos aprender com o passado e entrega-lo. Podemos deixar de ser o juiz e o carrasco que nos condena. Sabemos que nosso poder Superior no perdoa. Agora é a altura de lhe darmos espaço. Temos de para de nos julgar e sair do seu caminho.

Humildade

“ Meu Deus, como é difícil ser humilde quando se é perfeito em tudo”. Quando Mac Davis cantou essa canção, por toda parte, cada Rei Bebê tinha certeza que ele estava falando de mim. Já sabemos agora, que o orgulho constitui grande parte do problema do Rei Bebê. Oque precisamos aprender é que o orgulho pode ser positivo.

A Humildade é uma aceitação de ser igual, nem melhor ou pior. Ser igual é também ser honesto; aberto e vulnerável, o que é difícil, mas possível. Sentindo-nos livres de sermos nós, podemos enfrentar a realidade. A humildade nos ensina a capacidade de aprender e de sermos flexíveis. Para continuarmos a crescer e evitarmos recaídas, a humildade tem de ser constantemente mantida.

Culpa

A maquina da culpa, ou seja, a consciência do Rei Bebê está avariada. Os Reis Bebês “bloqueiam” os seus comportamentos e perdem os seus sistemas de valor durante o processo. Tendo consciência disto, reagem exageradamente e castigam-se constantemente por serem humanos.

Até que o Rei Bebê que existe em nós encontre equilíbrio e um novo conjunto de valores, teremos que contar muitíssimo com os nossos padrinhos. Uma boa regra de conduta se nos sentirmos culpados, será não procedermos assim. Temos de descobrir em que é que acreditamos e viver de acordo com isso.

DESENVOLVER UMA RELAÇÃO PESSOAL COM NOSSO PODER SUPERIOR

Devíamos nos perguntar. Que gênero de poder superior existe e como vamos contatar Ele ao lermos as nossas meditações diárias? Podemos escolher um tema segundo o qual viver o dia-a-dia, lembrando-nos que uma atitude positiva não é automática.

•Isso tudo vem com a prática e um trabalho incessante. Quanto mais as nossas expectativas diminuírem, mais a nossa serenidade aumenta. Podemos praticar a aceitação em relação a nós próprios e aos outros.

Inventário Diário

Cada noite nós devemos registrar as coisas positivas que fizemos e as coisas que nos aconteceram. Isto põe em evidência que devemos a nós mesmos algum crédito por aquilo que realizamos. Podemos rever calmamente os nossos erros e admitir aquilo que éramos.

Relações com sexo oposto

A nossa recuperação é seriamente colocada em risco ao começarmos uma relação cedo demais. Ao experimentar o sofrimento que a recuperação causa o Rei Bebê em nós procura muitas vezes novas relações para aliviar a dor do crescimento. Permitir que isto aconteça conosco é semelhante a um inseto que se deixa atrair pela chama.

O Rei Bebê muitas vezes cria uma relação de dependência e usa essa relação como uma droga para ficar eufórico. Isto põe a nossa recuperação em suspenso, ou ainda pior, pode provocar a recaída. A nossa imaturidade pode ter nos impedido de saber o que é ou como ter uma relação saudável.

Tudo o que sabemos é possuir, invadir, exigir, atacar e conquistar. Adoramos a lua de mel, mas fomos incapazes de aguentar os altos e baixos de uma relação. As emoções intensas de uma relação nova poderiam causar a perda da nossa sobriedade recém-encontrada.


Pensamento Negativos do Rei Bebê

  • Viver no passado e preocupar-me com o futuro
  • Tentar fazer as coisas a minha maneira
  • Reagir exageradamente quando as coisas não acontecem como penso que deveriam acontecer
  • Fazer o inventário dos outros, salientando quando estão errados
  • As pequenas mentiras não têm importância
  • Justificar os rancores e agarrar-me a eles. Dizer às pessoas o que penso que elas querem ouvir

Slogans de AA e NA

  • Um dia de cada vez
  • Entrega. Deixar nas mãos de Deus
  • Acreditar que é melhor
  • Fazer seu próprio inventário
  • É um programa de honestidade
  • Não guardar ressentimentos. Ser assertivo

Sintomas de Recaída do Rei Bebê

  • Desonestidade
  • Dúvida
  • Adiantamento
  • Medo
  • Escolher a Facilidade
  • Arrogância
  • Afrouxar a Disciplina

O princípios do programa de recuperação

  • HONESTIDADE
  • ESPERANÇA
  • AÇÃO
  • CORAGEM
  • PERSEVERAR
  • HUMILDADEAUTODISCIPLINA

ATITUDE É DE GRATIDÃO

Aprendemos finalmente a ocupar-nos em apoiar, Alimentar e acariciar a nossa criancinha receosa. Decretamos mesmo tréguas com o nosso lado de Rei Bebê e nos tornamos capazes de controlar o que se passa dentro de nós.

Nunca ocorreu ao RB que uma pessoa pudesse ser autodisciplinada e viver uma vida normal, apesar disso, estar realmente “na onda” e ter a vida, podemos agora desenvolver uma serenidade interior que o RB nunca pensou ser possível. Existe um poema lindo chamado “O pedido e a resposta” que descreve os sentimentos que o Rei Bebê tem quando toma consciência que através de todo esse sofrimento recebeu grande bençãos.

O PEDIDO E A RESPOSTA

Pedi a Deus para me dar forças para poder realizar,
Assim nasci fraco, de forma a ser capaz de aprender e obedecer humildemente.
Recebi enfermidade para conseguir fazer coisas melhores.
Pedi riqueza para poder ser feliz,
Recebi pobreza para poder ser sensato.
Pedi poder, de forma a receber os louvores dos Homens,
Recebi fraqueza de forma a sentir a necessidade de Deus.
Pedi toda a espécie de coisas para poder gozar a vida,
Recebi a vida para poder gozar todos tipos de coisas.
Não recebi nada do que tinha pedido, mas tudo o que tinha desejado.
Quase que à revelia de mim mesmo, as orações que não pronunciei foram ouvidas. Sou, entre todos os Homens, profundamente abençoado.

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